Mostrando postagens com marcador PÉ no SOFÁ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PÉ no SOFÁ. Mostrar todas as postagens

16.8.13

A história que se conta ♥ A história que se vê



A  programação do Projeto Jeitinho Brasileiro no SESC-Campinas,  traz no Baú de Histórias De Repente é Cordel - rimas, cordéis e poesia.
No dia 10 foi a vez da História que se Conta e a História que se vê, do meu amigo escritor, compositor e cantor DOCA FURTADO.
Doca compôs várias músicas especialmente  para a apresentação: Rio de Sabão,  UM BOM AMIGO,   Lenda  da sexta-feira 13, Marinete, LIXO, A carta...a música de abertura.


Quem não esteve no SESC e quer conhecer Chico de Zefa, me segue até a dica de leitura aqui ó:
A HISTÓRIA QUE SE CONTA A HISTÓRIA QUE SE VÊ

Este livro aproxima o leitor de um universo particular: a literatura de cordel. As comparações poéticas e as imagens em xilogravuras revelam o contraste entre dois mundos diferentes - o interior nordestino e a cidade grande. Durante a narrativa são utilizados alguns códigos de linguagens que, de forma interativa, ajudam a identificar os personagens. O texto possibilita também um trabalho de dramatização, com o qual os leitores poderão vivenciar a " viagem" de Chico e suas aventuras na capital.


Amanhã, dia 17 é a vez da História da Lendas. E o meu convidado é o Samuel de Monteiro.
E logo em seguida, às 15hs tem Oficina palavrear com rima, brincadeira e alegria.
Esperamos por vocês!
Paula Negrão e Samuel de Monteiro

24.5.13

Bom dia, todas as cores!



sobre a autora:

Ruth Rocha é um nome que dispensa apresentações. Criadora de histórias que falam direto ao coração das crianças (e da criança que existe dentro de cada adulto), ela é uma das escritoras mais queridas no Brasil.

No meu repertório não pode faltar RUTH ROCHA. 

♥ siga-me os bons para conhecer mais sobre RUTH ROCHA e sua obra, na Biblioteca RUTH ROCHA




25.4.13

Todo dia é dia de índio



Quem não se lembra dessa música da Cantadora Baby Consuelo que fez um enorme sucesso, a alguns anos atrás?



Inspirou-me na postagem dessa semana!






Índio é que vem de Índia-  quando Colombo chegou às Américas, pensava que tinha atingido a Índia e a partir daí nomeou os seus habitantes.

Os índios são portadores de uma sabedoria invejável que ainda estamos muito longe de alcançar...
Os Contos Indígenas tocam o nosso coração e nos ajudam a ultrapassar os desafios da vida, entre eles, eu destaco 'A PENA MÁGICA'. Depois que esse conto caiu em minhas mãos, tratei logo de arrumar uma pena mágica.  
Boa leitura !




"Era uma vez ,um pequeno índio da tribo Pareci, que se chamava Itaguirá.
Itaguirá era pequeno e fraquinho, diferente de seus amigos, que mesmo tendo a mesma idade, eram bem maiores e mais fortes. Alem disso, Itaguirá era muito medroso. Tinha medo de escuro, de água, de monstro, de bichos da floresta,  de trovão, do desconhecido e de muitas outras coisas. Seus amigos o chamavam de covarde. Enquanto os outros índios aprendiam com seus pais a caçar e a pescar ,Itaguirá ficava com as mulheres e as crianças pequenas.
O tempo foi passando e os amigos de Itaguirá foram ficando fortes, crescidos e corajosos. Itaguirá continuava pequeno, fraquinho e medroso. Por isso os amigos nem procuravam mais Itaguirá para brincar. As meninas índias também só admiravam os índios corajosos e nem olhavam para Itaguirá. Então, percebendo que estava sozinho e sem amigos ,ele ficou muito triste. Resolveu se abrir com sua avó; é com ela que ele conversava e contava seus segredos. A avó, depois de ouvi-lo disse "Itaguirá, o que um índio Pareci pode fazer, outro índio Pareci também pode – essa é a lei da selva que sempre existiu e sempre existirá ". Sua avó aconselhou-o a procurar o grande Pajé, o índio mais velho da aldeia, muito experiente e muito sábio; a todos aconselhava.
Itaguirá foi falar com o Pajé, a quem contou todos os seus problemas. O Pajé disse que viesse encontrá-lo no dia seguinte perto do Grande Rio. Na manhãzinha do outro dia Itaguirá foi se encontrar com o Pajé. Ele já o esperava; deu –lhe uma pena muito bonita e disse que a colocasse na testa, pois aquela era uma pena mágica, com muitos poderes e o ajudaria a ter coragem. Itaguirá colocou a pena na testa e então o Pajé apontou-lhe o rio sem dizer uma palavra.
"-Pajé !!! você está querendo dizer que é para eu pular no rio ? Mas eu não sei nadar...eu tenho medo de água...eu vou morrer afogado..."
"- Você não está com sua pena mágica ? Então não tenha medo, vá ." disse o Pajé.
Itaguirá viu que não tinha jeito e pulou no rio. Primeiro afundou direto. Lá no fundo ele viu como o rio era bonito...peixinhos coloridos nadavam e se escondiam atrás de plantas e pedras de todas as cores...quanta coisa ele havia perdido...mas quando começou a ficar sem ar, passou a se debater, mexendo braços e pernas e quando viu, subiu à tona. "Pajé , eu não morri !!!" Mas o Pajé continuou mostrando –lhe o rio e a outra margem. Itaguirá entendeu que ele lhe dizia para nadar até o outro lado. Ele então se lembrou que estava com sua pena mágica e resolveu arriscar. Foi se debatendo como pode e por fim chegou à outra margem. "Pajé ,consegui !!!" Mas ele não podia ficar naquele lugar; o jeito era nadar de volta para perto do Pajé e assim ele fez, com muito esforço. "Pajé ,essa pena é poderosa mesmo !"
Amanhã, esteja aqui bem cedo ,disse o Pajé.
No dia seguinte Itaguirá chegou cedo, muito animado, com sua pena na testa. O Pajé mandou –o pular novamente no rio e nadar até a outra margem e depois retornar. E assim sucessivamente todos os dias durante 60 dias. Ao fim desse tempo, Itaguirá já nadava muito bem, com muita desenvoltura e sem nem um tiquinho de medo.
Amanhã, disse o Pajé, eu quero encontrá-lo perto da Grande Montanha.
No dia seguinte, desconfiado e com muito medo, Itaguirá foi encontrar o Pajé.
Mas não esqueceu de levar sua pena mágica.
O Pajé assim que o viu fez um sinal para que ele subisse e escalasse a Grande Montanha.
"Pajé, você quer que eu suba?mas é muito perigoso...eu vou me machucar...posso despencar pela encosta...além disso acho que lá em cima tem um urso furioso..."
"Mas você tem a sua pena que o ajudará a ter coragem", disse o Pajé .
E Itaguirá resolveu arriscar. Foi subindo, se agarrando como podia às plantas, às pedras e mesmo se esfolando todo, depois de muito esforço conseguiu chegar no topo.
"Pajé!!! eu consegui!!! e aqui nem tem nenhum urso furioso e a vista é linda de se olhar!"
E Itaguirá foi descendo e escorregando pela encosta e chegou lá embaixo todo arranhado, com a tanga rasgada, mas feliz e orgulhoso.
No dia seguinte voltou ao mesmo lugar e durante 60 dias o Pajé mandou-o escalar a montanha. Nos últimos dias Itaguirá já não tinha a menor dificuldade em subir e descer.
" Pagé ,ainda bem que você me deu essa pena tão poderosa que me dá tanta coragem! ."
No outro dia Pajé encontrou Itaguirá e lhe disse "Hoje vamos realizar nossa terceira missão : você irá caçar um jacaré ."
"Jacaré ?!?!?! mas jacaré é o animal mais difícil de se caçar...ele vai me matar...não dá para a gente caçar uma paca ,um tatu...?"
"Itaguirá ,a sua pena vai ajuda-lo. Eu vou lhe dar um pedaço de pau; quando o jacaré abrir a boca, você deve colocar o pau na boca dele e assim ele não poderá mais fechá-la. Então ele vai começar a dar rabeadas e a saltar. Quando ele saltar, aqui está um facão, que você enterrará bem no coração do jacaré ."
Foram então para a lagoa. Itaguirá estava apavorado, mas como confiava na sua pena, resolveu se arriscar. Pulou dentro da lagoa e não demorou nadinha e já apareceu um jacaré imenso com a boca escancarada. Itaguirá enfiou o pedaço de pau naquela bocarra e o jacaré com dor e sem poder fechar a boca começou a saltar e rabear. Itaguirá esperou o melhor momento e zás! enfiou a faca bem no coração.
"Matei o jacaré ! Pajé, você viu ?"
O Pajé tudo observara e tinha um sorriso nos lábios.
Quando Itaguirá se curvou na lagoa para lavar o facão, ele viu sua imagem refletida na água límpida, e ficou muito admirado com o que viu. Ele havia se transformado num índio grande e muito forte. "Pajé, eu fiquei forte assim ? cheio de músculos ? "
"Claro Itaguirá, pois depois de todos esses dias de treinamento, você se desenvolveu e agora é tão forte, corajoso e grande como qualquer outro índio. Agora você está livre de mim e pode voltar à aldeia e rever seus amigos."
Itaguirá agradeceu muito ao Pajé e quis lhe devolver a pena mágica. Agora ele não precisava mais dela .Seus medos tinham acabado e ele se sentia cheio de coragem. O Pajé poderia dar a pena para um outro indiozinho medroso que aparecesse.
Porem o Pajé pegou a pena e jogou-a no rio. Itaguirá ficou desesperado. e quando se preparava para pular no rio e recuperar a pena, o Pajé lhe disse:
"Deixe-a ir Itaguirá. Essas pena não é mágica. É simplesmente a pena de uma arara que passou voando perto de mim e eu peguei porque achei bonita...Não foi a pena que lhe deu coragem...a coragem estava dentro de você; esteve sempre com você e você não sabia. Mas daqui em diante todas a vezes que precisar, você vai encontrá-la ."
Itaguirá voltou para a aldeia, para seus amigos, para sua casa. Passou então a ser admirado por todos e até arrumou uma namorada...a índia mais bonita de todas !
Voltou também para a casa da avó, que sorriu ao vê-lo e pensou consigo mesma: O que um índio Pareci pode fazer, outro índio Pareci também pode; essa é a lei da selva que sempre existiu e sempre existirá."



E para costurar essa colcha de retalhos vamos de Pé no Sofá...


O CASAMENTO ENTRE O CÉU E A TERRA 
- Contos dos povos indígenas do Brasil



Autor: Leonardo Boff
Editora: SALAMANDRA


Aprendamos, pois, da sabedoria dos índios, para convivermos bem entre nós e com a mãe natureza.”

Leonardo Boff

"Hoje nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estamos regressando à Casa Comum, à Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente. (...)

(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."


Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg 09


31.1.13

Coluna Pequeno Leitor # Bruno Grotta Silva



A Coluna Pequeno Leitor do mês de janeiro, apareceu bem no finalzinho, último dia de janeiro, pois os pequenos estavam viajando em férias se divertindo.

O meu convidado hoje é o Bruno Grotta Silva. Ele tem 7 anos de idade e estuda na Escola Comunitária de Campinas - ECC.
O Bruno conhece todas as histórias  que costumo contar no Espaço Tramando Arte. Pode ser mera coincidência ou não... Ah! Isso me deixa muito feliz! O nosso paladar é bem parecido, e gostamos das mesmas sopas de letrinhas: Ruth Rocha, Eva Furnari, Ana Maria Machado entre outros escritores da Literatura Infantil.
Esse repertório que o Bruno conhece não é mero acaso, pelo contrário, ele é estimulado desde bebê pela sua mãe, que adora contar e inventar histórias, Ellen C.B. Grotta, pedagoga e proprietária do Tramando Arte em Valinhos.





O Bruno tem muitas histórias para contar:


1) Bruno , a sua mãe conta histórias para você praticamente desde que era bebezinho . Certo? Fala um pouco sobre esse privilégio de ter uma mãe contadora de histórias?

Sim. É bem legal ter uma mãe que conta histórias.

2) Qual história que a sua mãe contou e você nunca mais esqueceu?
A história do Pluft O Fantasminha. Eu pedia muitas vezes para ela contar essa história.

3) Você gosta de ir à Escola? Por quê?
Por causa das aulas que tem muita coisa para ler e para aprender.



4) Quantos livros você tem em casa? Você tem algum lugar especial para guardá-los? Qual é o lugar da sua casa que você gosta de ler?

Eu tenho cento e poucos livros mais ou menos. Eu guardo os meus livros no meu quarto dentro no guarda-roupa. no tapetão (um tapete onde ficam os brinquedos e muitos dos livros que gosto de ler, bem como gibis), os livros também ficam na sala. Eu gosto de ler em muitos lugares da casa.

Os livros que ficam na cabeceira da cama da minha mãe são histórias que ela gosta de contar.


5) Gostaria que você deixasse dica de livro para galerinha que gostar de ler? A sua dica vai para coluna PÉ NO SOFÁ.


Dicas : Coleção do Livro ZAC POWER , Livro Inglês e Português - Senhor Bliss e o Livro Flicts Ziraldo.








6) Tem uma galerinha que ainda não descobriu essa viagem fascinante de ler um bom livro. Como esses futuros leitores podem começar a gostar de ler?

Essa galerinha pode ter a indicação de um livro bem legal.
Vá numa biblioteca e empreste livros novos que você queira ler. Conforme você vai lendo livros, você indica aos seus amigos aqueles livros que você leu.



24.1.13

Forever Young



Este vídeo foi feito para o livro Forever Young de Bob Dylan, seu primeiro livro para crianças.
A canção Forever Young é uma das mais amadas de Bob Dylan até hoje, e embalou muitos jovens, inspirando e acalentando o espírito jovem, movendo-os a fazer a coisa certa...
emoção verdadeira e rara nas canções de hoje....(suspiro)




E embalando com Bob Dylan, fica também como super dica de leitura.

O livro Forever Young conta a história de um jovem e sua viagem através da vida, mostrando suas experiências assim como o próprio Bob Dylan, suas influências pela música mundo afora...

A ilustração é de Paul Rogers.



Bjoka da







17.1.13

Bibioteca???



Um ratinho foge da raposa passando por vários lugares apertadíssimos, até encontrar uma biblioteca repleta de livros, um mundo muito maior igual a raposa nunca vira. Um lugar capaz de fazer a raposa esquecer de sua perseguição para se dedicar a um novo desafio,
aprender a ler...





Mais sobre o livro por aqui...

6.9.12

Redescobrindo o Brasil com a Green by Missako


O Projeto Redescobrindo o Brasil com a Green, tem como objetivo proporcionar uma vivência lúdica e cultural da região sul, através da narrativa. E para esse projeto o livro escolhido foi: As  deliciosas  férias  de Beatriz.

 O Contos & Encantos participou no dia 31 de março  do lançamento  do livro   As Deliciosas Férias de Beatriz, no Galleria Shopping Campinas.
O evento começou com o desfile da coleção outono/inverno da Green 2012.  Os pequenos deram show de graciosidade no desfile!


Após tanta expectativa por alguns minutos de celebridade, as crianças  puderam sentar e curtir um momento delicioso com apresentação da história.
Foi mágico ver as crianças viajarem com essa história e conhecer as  particularidades do Rio Grande do Sul e as receitas da chef de cozinha, Carla Pernambuco.  

O livro traz dezesseis receitas de doces e salgados. Algumas são bem simples de preparar, como o nhoque de estrelinha, o xixo (espetinhos de carne preparado na frigideira) e o iogurte com grütze de uva (tipo de geleia de origem alemã).
A receita  preferida  das  crianças  é o chocolate  quente.

Quando a história é boa tem de ser contada novamente.
E  a mala  do Contos & Contos  foi  para   Alphaville  Industrial Barueri realizar duas apresentações na loja Green.
A gerente Rosineia Maciel preparou a loja com uma linda decoração, cheia de bexigas e mesa repleta de guloseimas, distribuídas no final do evento.
Crianças de todas as idades, fizeram parte dessa linda história.

..................♥................♥.................

E a história de tão boa, virou aqui no Contos, uma bela dica de leitura! com vocês...




Boa leitura!



25.8.12

Até as princesas soltam pum...






A dica de leitura de hoje é

Até as Princesas  soltam  Pum  do escritor Ilan Brenman.












Ilan foi o meu primeiro Mestre da Arte de Contar  Histórias e me incentivou a seguir  o caminho do Era Uma  Vez....

Esse livro já foi motivo de muitas alegrias em rodas de histórias e, em especial, no Hospital Grendacc onde atuo voluntariamente como Contadora de Histórias pela  Associação Viva e Deixe Viver.

Há três meses, contei esta história para a Laura de 5 anos. Até as  princesas  soltam Pum. Ela adorou e nunca mais esqueceu, pois coincidentemente a personagem do livro  também se chama Laura.
No começo deste mês, Laura esteve hospitalizada e completando mais um aninho  de  vida. Eu e todas as crianças cantamos parabéns para Laura. Ao pedir a aniversariante  que contasse uma história comigo, ela não pestanejou e se lembrou de pronto a história das princesas.  
Eu, pêga de surpresa, argumentei que estava sem o livro. Laura disse que  não havia  problema pois ela lembrava muito bem da história. 
Nós duas contamos a história sem o livro. Esse  foi um momento inesquecível!

Ps.: Tem mais sobre o escritor Ilan e seus livros, aqui.

Boa leitura! Bom fim de semana!